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Galleria dell’Accademia

A visita guiada à Galleria dell’Accademia de Florença dura em média 1,5h. Neste museu é possível apreciar preciosos instrumentos musicais, vários trabalhos de pintura sobre madeira de mestres como Ghirlandaio, Filippino Lippi, Perugino, Alesso Baldovinetti, Giotto e Taddeo Gaddi, além dos “Escravos” do Michelangelo, o “Colosso” do Giambologna e o famoso Daví.

Uma visita à Galleria dell’Accademia de Florença é um clássico para quem vem à primeira vez à cidade do Renascimento. A Galleria dell’Accademia é p segundo museu mais visitado da Itália graças à fama do Daví do Michelangelo, escultura realizada pelo gênio logo após à Pietà Vaticana, entre os anos de 1501-1504.

Davi de Michelangelo, visita Galleria dell'Accademia
Davi escultura de Michelangelo, Galeria dell’Accademia

Será uma bela surpresa descobrir que este museu, originalmente era uma coleção de obras de arte que vinham de conventos e monastérios que tinham sido fechados após a extinção da dinastia Medici, foi  realizado para que os estudantes de Belas Artes de Florença pudessem aprender observando as obras dos grandes mestres do passado. Portanto, a Galleria dell’Accademia é um “senhor museu” que abrange uma grande quantidade de obras de pintura, oferecendo assim muito mais do que a escultura do grande gênio!

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O que ver na visita Galleria dell’Accademia além do Daví do Michelangelo

Conheça oViolino Stradivari coleção Medici na sua visita guiada à Galleria dell'Accademia em Florença
Conheça o Violino Stradivari coleção Medici na sua visita guiada à Galleria dell’Accademia em Florença

Aproveite a sua visita Galleria dell’Accademia para descobrir mais sobre a personalidade excêntrica e ávida de descobertas em relação a tudo o que se relacionasse à produção cultural do seu tempo, os Medici.

Salao com o forte piano, Visitar a Galleria dell'Accademia de Florença
Conheça o “forte piano” de Bartolomeo Cristofori da coleção Medici na sua visita guiada à Galleria dell’Accademia em Florença

A sala do “Forte Piano” de Bartolomeo Cristofori, o ancestral do piano, possui vários instrumentos de corda e dois pequenos modelos que podemos “tocar”, com uma só tecla para perceber a diferença entre o som do cravo, que “belisca a corda”, utilizado até o momento, e o mecanismo do “forte piano”, que “martela” a corda, gerando um som completamente diferente.

É mágico, penso que seja adultos e crianças ficam encantados em poder entrar neste momento histórico de descobertas e criações tão interessantes!

Rapto das Sabinas, Giambologna, visita guiada à Galeria dell'Accademia em Florença
Rapto das Sabinas, Giambologna, Visitar a Galleria dell’Accademia de Florença

Na sala do “Colosso”, o “Rapto das Sabinas” do Giambologna, vemos uma obra que o grande artista, apaixonado pelo trabalho de Michelangelo, realizou para si mesmo. É incrível a capacidade técnica do artista em colocar 3 corpos, um em cima do outro, e a dramaticidade envoldida na cena. Bernini, por exemplo, quando era ainda bem jovem e tinha que realizar o “Enéas” para o Cardeal Scipione Borghese veio à Florença para ver como Giambologna tinha resolvido o problema da estática da escultura!

Escravos do Michelangelo, Visitar a Galleria dell'Accademia de Florença
Escravos do Michelangelo, Visitar a Galleria dell’Accademia de Florença

Os “Escravos” do Michelangelo da Galleria dell’Accademia

Originalmente realizados para o mastodôntico projeto da sepultura do papa Júlio II, os “Escravos” deveriam estar hoje na basílica de São Pedro no Vaticano. Mas o projeto nunca foi pra frente (é uma loooonga história), e uma importante escultura deste projeto pode ser visto na igreja de São Pedro acorrentado em Roma, o famoso Moisés; outros escravos, dois deles, estão no Louvre. Sem dúvida são as minhas preferidas!

Conheca o projeto para o Mausoléu do Papa Julio II, por Michelangelo durante a sua visita guiada com guia credenciada  à Galeria dell'Accademia em Florença

O “Daví” do Michelangelo – ápice da visita à Galleria dell’Accademia

O “Daví” é uma escultura florentina em todos os sentidos e além da sua perfeição do ponto de vista técnico (com algumas objeções em relação às proporções das mãos e da cabeça do Daví), é fundamental entender o dramático momento da história da cidade em que ela foi realizada: Florença estava sendo ameaçada por todos os lados e precisava urgentemente tocar a corda nacionalista dos seus cidadãos para que ajudassem a defender a cidade dos perigos estrangeiros que eram o Estado Pontifício e a França.

A comissão da escultura era originalmente para a “Opera del Duomo”, para posicioná-la no alto da catedral; mas históricos e históricos da arte não acreditam que tenham realmente pensado em colocá-la na posição que os documentos indicam. Apesar de não ter como provar, são tentados a pensar que desde o início a escultura teria sido pensada para a Praça da Senhoria de Florença.

O herói Daví foi representado com o “chiasma” grego, isto é, como um antigo deus grego que segue o modelo do Doríforo de Policeto (que você pode ver nos Museus Vaticanos, no “Braccio Nuovo“); um jovem que exala a sua inteligência e astúcia para superar uma empresa impossível. Após os “Davis” de Verrocchio e Donatello, que foram representados após a vitória contro Golias, com a cabeça aos pés da escultura, Michelangelo representará o herói bíblico antes da batalha.

O “Daví” é o primeiro nú colocado em praça pública desde os tempos do império romano. Como fonte de inspiração, impossível não pensar no São Jorge de Donatelo, exposto na igreja de Orsanmichele.

A “Tribuna” onde o “Davi” se encontra hoje foi realizada em 1873 pelo arquiteto Emilio De Fabris, o mesmo que fez a fachada do Duomo, período em que Florença foi a capital da Itália e momento em que resolveram preservar a famosa escultura no interior de um edifício para evitar a progressiva degradação da sua superfície que estava acontecendo há séculos de exposição aos agentes atmosféricos. No século XIX a escultura passou por um grande restauro que nos permite apreciá-la no seu máximo esplendor hoje.

Planeje a sua visita guiada com guia credenciada à Galleria dell’Accademia:

Galleria dell’Accademia – Via Ricasoli 58-60 – 50122 Firenze

Horário de abertura: De 3a à domingo, das 8.15 – 18.50

Ingressos: € 12 adultos e € 10 meia

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